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Mulheres no Mercado de Trabalho: Grandes Números
24/03/2009 10:00
Mulheres no Mercado de Trabalho: Grandes Números
Ao analisar o comportamento da força de trabalho feminina no Brasil no último quarto de século, o que chama a atenção é o vigor e a persistência do seu crescimento. Com um acréscimo de 25 milhões de trabalhadoras entre 1976 e 2002, as mulheres desempenharam um papel muito mais relevante do que os homens no crescimento da população economicamente ativa.
Enquanto as taxas de atividade masculina mantiveram-se em patamares semelhantes, _ entre 73 e 76% em praticamente todo o período_, as das mulheres se ampliaram significativamente. Se em 1976, 28 em 100 mulheres trabalhavam, adentramos o novo milênio com a metade das mulheres trabalhando ou procurando um trabalho.
Lembre-se, aqui, que a partir de 1992 a FIBGE passou a adotar nas PNADs um conceito de trabalho ampliado, o que acabou por se refletir, particularmente, nas taxas de atividade feminina.
A importância crescente das mulheres na força de trabalho pode, também, ser observada de outro ângulo, através da sua participação na PEA. Se em 1976, a parcela de mulheres na PEA era de 29%, em 2002 ela atinge 43%.
Movimento semelhante não se verificou, entretanto, em relação à participação das mulheres no conjunto dos empregados, que na última década se manteve próxima a 1/3, pois como tem sido reiteradamente comentado, os lugares privilegiados de inserção de parcela significativa do contingente das trabalhadoras no mercado de trabalho, ainda são as atividades informais, não remuneradas e o trabalho doméstico.
Os mesmos indicadores _ taxas de atividade, porcentagens na PEA e entre os empregados_, vão variar conforme as grandes regiões brasileiras e as unidades da federação. É na região Sul onde se verifica a maior taxa de atividade feminina ( e masculina também) e o recorde nacional de participação feminina entre os empregados, 38%.
O nível de atividade do trabalhador ou trabalhadora vai se diferenciar também conforme sua raça ou cor, mas em particular, deve-se notar a proporção significativamente menor de mulheres negras (pretas e pardas) entre as mulheres empregadas (apenas 37% do total), sinalizando os reflexos da dupla discriminação que elas vêm historicamente sofrendo no mercado de trabalho, como mulheres e como negras.
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FONTE: FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS
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