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Artigo
Incontinência urinária
29/03/2009 10:00
Incontinência urinária
A perda de urina atrapalha o convívio social por causar constrangimentos, levando muitas vezes ao isolamento e a depressão, além de causar problemas clínicos, interrompe o sono e predispõe a quedas durante a noite.
Esta doença aumenta com a idade, apesar do envelhecimento em si não ser causa de incontinência urinária e é mais freqüente nas mulheres que nos homens.
Na mulher a principal alteração é a diminuição da pressão de fechamento da uretra pela atrofia vaginal especialmente na pós-menopausa; nos homens, doenças da próstata ou seu tratamento cirúrgico.
Algumas vezes a incontinência urinária se apresenta de forma súbita e está associada a doenças agudas que ao serem tratadas, o problema desaparece. Estas doenças são a infecção urinária, alterações da uretra e vaginas às vezes por diminuição dos hormônios na menopausa, restrição do uso do banheiro devido a fraturas ou doenças ortopédicas e cardíacas, beber muito liquido a noite, prisão de ventre com bolo fecal endurecido, fazendo pressão sobre a uretra, medicamentos anticolinergicos, diuréticos, antidepressivos, remédios para o coração e para a pressão arterial, diabetes mellitus.
A perda urinaria que não se relaciona com doença aguda, mais comum em ambos o sexo é a incontinência por urgência, que é o desejo súbito de urinar seguida de uma grande perda de urina, mais de 100 ml.
Outro tipo de incontinência muito comum na mulher idosa é a incontinência de esforço que esta associada ao fato de ter filhos e ao enfraquecimento da musculatura pélvica, com queda da bexiga. Há perda de pequena quantidade de urina a esforços como tosse e movimentos do corpo. Há outros tipos de incontinência urinaria menos comuns no idoso e também pode haver uma associação de causas para a perda de urina.
Atualmente existem vários tipos de tratamento para a perda involuntária de urina que visam melhorar a qualidade de vida evitando tanto os problemas psicológicos, como social e higiênico, diminuindo infecções na região genital e escaras.
Estes tratamentos podem envolver desde exercícios para os músculos do assoalho da pelve, treinamento da bexiga e de hábitos de urinar, passando por tratamentos com remédios até cirurgias, de acordo com o tipo de incontinência diagnosticado.
FONTE: A Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG)
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