Você está em:
Inicial >> Artigo >> 162 Os Desafios do Prazer Sexual Feminino
Artigo
Os desafios do prazer sexual feminino
30/03/2009 10:00
Os desafios do prazer sexual feminino
A frustração na cama ainda é uma realidade para muitas mulheres, mas a boa notícia é que especialistas garantem que 80% dos casos têm solução
Os terapeutas sexuais pensavam já ter escutado de tudo em termos de reclamação. A de que a ansiedade por um bom desempenho atrapalha e muitas vezes impede a relação sexual é uma das mais recorrentes. Mas essa queixa sempre partiu dos homens. Dos consultórios médicos vem a informação de que a pressão por ser "bom de cama" se tornou também uma séria preocupação das mulheres. Os médicos contam que a crescente expectativa para que as mulheres sejam tão experientes quanto os homens está levando muitas pacientes à frustração. Elas se acham incapazes de oferecer uma transa fantástica e acabam por não aproveitar o momento ou mesmo por evitá-lo. "A ditadura do orgasmo é uma das maiores violências que a mulher sofre atualmente. O que foi uma conquista feminina passou a ser uma obsessão, que pode até levar a casos graves de depressão. O orgasmo é algo espontâneo e não pode ser atingido debaixo de tanta pressão", diz Gerson Lopes, presidente da Comissão de Sexologia da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). A chamada síndrome da ansiedade de desempenho é mais uma das muitas causas para a anorgasmia – a dificuldade para ter orgasmo ou a falta dele –, problema que afeta um terço das brasileiras. Estima-se que as causas biológicas, como depressão, doenças cardiovasculares, hipertensão e deficiência hormonal, não cheguem a 10% dos casos.
Apesar de todo o esforço mundo afora, o orgasmo feminino continua a ser um mistério para a ciência. Ao que tudo indica, na maioria dos casos, a origem do problema é psicológica ou cultural – o que se torna algo mais fácil de ser controlado. De acordo com a pesquisa Descobrimento Sexual do Brasil, o maior estudo já feito sobre o assunto no país, a ausência de orgasmo nas relações sexuais cresce entre as jovens de 18 a 25 anos, cai entre as mulheres de 26 a 40 e reduz-se ainda mais entre as de 41 e 50 anos. E volta a subir entre as que têm mais de 61 anos. "Essas estatísticas mostram que o orgasmo está profundamente ligado à experiência, ao autoconhecimento, já que as mulheres menos experientes são as que apresentam maior índice de falta de orgasmo. O número só volta a crescer na melhor idade, quando os níveis de hormônio feminino estão em queda", explica a sexóloga Carmita Abdo, do Hospital das Clínicas da USP, coordenadora do estudo. "É uma prova de que é possível superar o problema", afirma. Para a maioria dos especialistas, as causas psicológicas são os fatores determinantes para a dificuldade do orgasmo feminino. "É mais uma questão psicoemocional, com forte intervenção cultural", diz Maria Helena Vilela, diretora do Instituto Kaplan, Centro de Estudos da Sexualidade Humana, em São Paulo. Parte da responsabilidade pode ser atribuída à educação sexual, ou à falta dela.
Que as causas remontem à infância ou à ansiedade por "ter de ser o máximo", para todos os motivos – ou quase – há remédio. Segundo o ginecologista Gerson Lopes, a anorgasmia pode ser contornada em cerca de 80% dos casos. A terapia em grupo é um dos tratamentos mais eficazes. Com um detalhe interessante: os grupos apresentam resultado melhor se tiverem a presença conjunta de mulheres e homens. Falar abertamente sobre os desejos, sobre como e quanto gosta de ser tocada é fundamental. Parece lugar-comum, mas esse é um dos maiores tabus das mulheres, mesmo depois de anos de uma relação estável. "Até agora, esse foi o método que mostrou resultados mais satisfatórios para a disfunção sexual. São sessões feitas entre dezesseis e vinte semanas, e o método resulta em 75% de diminuição dos sintomas da anorgasmia", afima Carmita Abdo.
Outro método que tem se mostrado eficaz é a adoção para as mulheres do androgênio, um hormônio masculino ao qual se atribui aumento da libido e maior facilidade para ter orgasmo. De acordo com César Eduardo Fernandes, da Sociedade Brasileira do Climatério, o androgênio estimula a criação de fantasias sexuais e aumenta a excitação e a lubrificação, o que acaba por encurtar o caminho para o orgasmo. "Em pesquisas, as mulheres que tomaram o hormônio relataram melhora no desempenho sexual de cerca de 50% em relação às que tomaram placebo", conta. Tratamentos existem. Mas é preciso saber à porta de quem bater. Muita bobagem já foi dita e inventada. A mais pitoresca foi o Orgasmatron, aparelho com eletrodos que eram colocados na medula da paciente e ligados a um controle que emitia estímulos elétricos até a mulher chegar ao orgasmo. Foi reprovado pela FDA (órgão regulador de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos) e pela falta de voluntárias para testá-lo.
FONTE: VEJA on-line
Índice das Principais Atividades dos
Centros Médicos MEGA 21 |
|---|
Preocupamos-nos com a medicina ética apoiada nas diretrizes da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), do Conselho Regional de Medicina e do Conselho Federal de Medicina. Oferecemos o melhor aos pacientes através da pesquisa e do trabalho médico científico nacional e internacional.
Com a finalidade de esclarecer totalmente aos pacientes informamos:
Que as Especialidades Médicas pelas normas do Conselho Federal de Medicina são as estabelecidas pela Resolução CFM Nº 1.763/05 (http://www.portalmedico.org.br/resolucoes/cfm/2005/1763_2005.htm)
Que todos os médicos especialistas e suas especialidades constam nos sites: http://www.cadastronacionalmedico.org ou http://www.portalmedico.org.br/novoportal/index5.asp