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CA 19-9
31/03/2009 10:00
CA 19.9
Antígeno Carbohidrato 19-9, CA 19-9 ou CA 19.9 é um marcador tumoral
Antígeno Carbohidrato 19-9 (CA 19-9), como o CEA, foi inicialmente achado em pacientes com câncer de pâncreas, fígado e estômago. Pesquisadores descobriram que naqueles que têm câncer de pâncreas, níveis mais altos de CA 19-9 estão associados com a doença mais avançada.
É indicado como MT do trato gastrointestinal: em câncer de pâncreas e trato biliar como primeira escolha e no colorretal como segunda escolha. O CA 19-9 é um carboidrato relacionado ao grupo sanguíneo Lewis. Cerca de 5% da população é Le (a-b-), ou seja, incapaz de expressar CA 19-9.
O valor de referência é até 37 U/ml.
A sensibilidade é variável com a localização do tumor: pâncreas 70-94%, vesícula biliar 60-79%, hepatocelular 30-50%, gástrico 40-60% e colorretal 30-40%. Em menor frequência também positiva-se em câncer de mama, de pulmão e de cabeça e pescoço. Algumas doenças como cirrose hepática, pancreatite, doença inflamatória intestinal e doenças autoimunes podem elevar o CA 19-9, sem ultrapassar 120 U/ml. Entre doadores de sangue 99% tem CA 19-9 inferior a 37 U/ml. No câncer de pâncreas, o CA 19-9 tem especificidade de 81-94%. É útil no diagnóstico diferencial, avaliação prognóstica e monitoração terapêutica. Diagnóstico diferencial entre câncer de pâncreas e pancreatite: há aumento de CA 19-9 em cerca de 90% dos casos de câncer de pâncreas enquanto nas pancreatites crônicas de 4-10% e nas pancreatites agudas, 23%. Valores superiores a 120 U/ml são encontrados em 73% dos casos de câncer de pâncreas e apenas em 6% das pancreatites. Em estudo comparativo entre CA 19-9, ultrassonografia e tomografia computadorizada considerando-se resultados corretos versus resultados incorretos ou inconclusivos não há diferença estatística entre eles, sobressaindo-se apenas a biópsia por agulha fina guiada por tomografia computadorizada. Prognóstico: boa correlação com o estadiamento,sendo que 87% dos Ca irressecáveis têm CA 19-9 >370 U/ml e 35%, >1000 U/ml. Monitoração terapêutica: deve ser realizado seriadamente após tratamento cirurgico; em recidiva, eleva-se até 6 meses antes da presença de achados clínicos ou a tomografia computadorizada.
É uma muciglicoproteína associada a tumor, cujo peso molecular varia de 200 a 1000 kd. Níveis elevados de CA 19-9 (> 37 U/ml) são encontrados em pacientes com uma variedade de tumores, principalmente câncer de pâncreas (72% a 79%), de vias biliares (67% a 73%), de estômago (42% a 62%) e colo-retais (19% a 41%). Menos freqüentemente são observados níveis elevados em tumores não primários do trato gastrointestinal (6%) e em doenças não malignas, como pancreatites e doenças hepáticas. Os níveis de CA 19-9 declinam após ressecção curativa em pacientes com carcinoma de pâncreas estágio I e sua elevação pode preceder a recidiva clínica da neoplasia por período que varia de 3 a 9 meses. Os níveis de CA 19-9 se correlacionam com a resposta terapêutica e progressão do tumor.
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