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Envelhecimento populacional
13/04/2009 10:00
Envelhecimento populacional
O envelhecimento populacional é um fenômeno mundial. No caso da América Latina, entre 1980 e o ano 2000 deverá ocorrer um aumento de 120% da população total (363,7 para 803,6 milhões), enquanto o aumento da população acima de 60 anos será de 236% (de 23,3 para 78,2 milhões). No Brasil, o aumento da população idosa será da ordem de 15 vezes entre 1950 e 2025, enquanto o da população como um todo será de não mais que cinco vezes no mesmo período (Kalache et al, 1987).
Em termos populacionais, as pessoas com 60 anos ou mais representavam 5% da população geral em 1940, e espera-se que, em 2000 e 2025, essa proporção seja de 9% e 14%, respectivamente. Embora isso seja inferior à média dos países europeus para 2025 (25%), tal cenário colocará para o Brasil os mesmos problemas que hoje são enfrentados na Europa sem grande sucesso (Ramos et al, 1987; Monteiro & Alves, 1995).
Em 1991 a população brasileira acima de 65 anos era composta por 3.215.824 homens e 3.870.023 mulheres (7.085.847 no total).
Acredita-se que no ano 2000, esta população alcance o número de 8.658.000, ou seja, 1 em cada 20 brasileiros terá 65 anos e mais.
Em 2020 esse número terá crescido para 16.224.000, com uma proporção de 1 idoso para cada 13 brasileiros (Berquó, 1999).
Neste contexto, o Brasil no ano 2025 deverá ter a sexta população de idosos do mundo em termos absolutos (Kalache et al, 1987).
As causas para este fenômeno residem no aumento da expectativa de vida, resultado do melhor controle de muitas doenças potencialmente fatais, e na diminuição das taxas de fecundidade e mortalidade.
Ainda que não se queira tratar o envelhecimento como doença, não há como negar que o aumento do número de idosos significa um maior número de problemas de longa duração, que necessitam de gastos maiores com tratamentos.
Portanto, as implicações do envelhecimento populacional para os serviços sociais e de saúde são muito grandes. O ideal seria que essa população alcançasse idades mais avançadas mantendo um bom nível de saúde e, principalmente, de autonomia. Por essa razão é fundamental que os esforços se dirijam no sentido de evitar um envelhecimento acompanhado por um grande número de doentes crônicos graves, que representem não só gastos financeiros e necessidade de serviços adequados, mas também a perda da autonomia do idoso.
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