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Artigo
Desejo está longe de ser prioridade no dia-a-dia das mulheres
27/04/2009 10:00
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Desejo está longe de ser prioridade no dia-a-dia das mulheres
Pesquisa aponta que sexo está em oitavo lugar no ranking para a qualidade de vida
As mulheres dão menos valor à vida sexual do que os homens? Duas pesquisas publicadas recentemente que poderiam comprovar essa teoria apimentam o debate. A importância da internet na economia atual, levantamento realizado nos Estados Unidos pela Harris Interactive, com patrocínio da Intel, descobriu que 46% das mulheres e 30% dos homens preferem ficar sem sexo por duas semanas, do que ficar sem acesso à internet durante o mesmo período. Quando o levantamento afunila o público para mulheres na faixa etária entre 35 e 44 anos, o índice é ainda maior: chega a 52%.
Indícios semelhantes foram encontrados por um outro estudo, o Mosaico Brasil, conduzido pela professora Carmita Abdo, coordenadora do Projeto Sexualidade (ProSex) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, com o apoio da Pfizer. Os pesquisadores pediram a homens e mulheres que enumerassem os itens mais relevantes para a manutenção da qualidade de vida. O resultado revelou um descompasso entre percepções masculinas e femininas.
Os homens acreditam que a atividade sexual satisfatória só é menos importante que o tempo de convivência com a família e a alimentação saudável. Já para as mulheres, o sexo ocupa o modesto oitavo lugar do ranking. Mas esses dados indicariam que mulheres apreciam menos o sexo do que os homens? A resposta é tão complexa quanto à alma feminina.
Carmita Abdo, organizadora da pesquisa, avalia que o resultado era esperado. Diz mais: retrata o momento atual e demonstra que, na verdade, as mulheres valorizam o sexo.
– Não está tão bem classificado quanto os homens por que elas precisam estar bem de saúde, felizes com a família e os filhos, despreocupadas com essas questões para que possam procurar o prazer – explica.
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FONTE: ZH/DONNA