Ao longo da vida o corpo está em constante processo de transformação. Os órgãos e tecidos evoluem, sofrem alterações e variam de tamanho, num lento processo de crescimento, que culmina quando se atinge a fase adulta. Segue-se a fase madura e depois começa a velhice.
Se fizermos um paralelismo com a natureza, a nossa vida seria como as quatro estações: primeiro a infância, que corresponderia à Primavera, depois a juventude que seria o Verão, logo a fase madura e de plenitude o Outono e por fim o Inverno que corresponderia à velhice.
Estes fenômenos ambientais são bem conhecidos e estudados pelas ciências naturais e quase não têm segredos para os especialistas. O mesmo não acontece com as alterações morfológicas do corpo humano.
Existem mais de 200 teorias que explicam este fenômeno, tão complicado e ao mesmo tempo tão fascinante. O envelhecimento foi definido como o "problema biológico mais complexo" e não há unanimidade entre os especialistas.
Uns defendem a teoria do desgaste de órgãos e tecidos, outros a teoria do desequilíbrio glandular ou endócrino e outros defendem que se deve à programação genética.
O que está claro, é que com o tempo, o nosso organismo começa a deteriorar-se e a nossa capacidade de resposta contra os agentes nocivos diminui consideravelmente.
Existe uma relação direta entre o envelhecimento e o aparecimento de determinadas doenças, tais como determinados tipos de demência, doenças das articulações, cardíacas e alguns tipos de cancro.
Mas o nosso organismo não envelhece apenas internamente, a nível externo estas alterações são mais do que evidentes.
Os efeitos do envelhecimento na pele...
Em linhas gerais podemos afirmar que o envelhecimento externo caracteriza-se por uma menor capacidade de regeneração dos tecidos.
Assim, por exemplo, à medida que os anos passam a capacidade para curar uma ferida vai sendo cada vez mais lenta. A isto devem somar-se os fatores ambientais como o sol, o vento, o frio e a poluição, que contribuem para acelerar o envelhecimento.
Normalmente os sinais de envelhecimento cutâneo são os seguintes:
Rugas e linhas de expressão: para além dos efeitos externos sobre a pele, a gesticulação é uma das causas que contribui para o aparecimento das rugas, por esta razão, estas são mais notórias ao redor da boca e dos olhos, zonas do rosto com as quais transmitimos mais emoções.
Fragilidade: com o passar dos anos a pele fica mais fina e frágil. A renovação celular é mais lenta, perde-se elasticidade e firmeza da cútis em particular, e da pele em geral.
Manchas faciais: com o passar do tempo ocorre a diminuição de melanina (pigmento natural da pele), que se distribui de forma desigual causando o aparecimento de manchas. As manchas escuras podem ainda ser ocasionadas pela incorreta exposição solar.
Pele menos luminosa: nas mulheres, sobretudo, na menopausa, devido à diminuição dos hormônios, a pele fica menos luminosa e pode alterar-se a textura.
Seca: a pele vai desidratando - fica seca e áspera - com a idade os poros perdem a sua capacidade para regenerar sebo, uma substância oleosa que protege a pele da evaporação da água.
A medicina estética através de determinados tratamentos, tenta evitar o processo de envelhecimento cutâneo, prolongando a sua "juventude" e beleza. Entre estas técnicas destaca-se o tratamento "Rejuvenescimento Express", que consiste num combinado entre botox e infiltrações faciais de Ácido Hialurônico.
A ação do botox provoca uma relaxação temporária dos músculos faciais, com o qual se controlam as rugas dinâmicas e pregas ocasionadas pela gesticulação. As infiltrações de Ácido Hialurônico eliminam as rugas estáticas, ou seja, aquelas que aparecem quando o rosto está relaxado.
Ainda que estas substâncias se possam aplicar em separado, utilizadas em conjunto, otimizam os resultados, uma vez que o efeito das infiltrações é mais prolongado estando o músculo relaxado.
Com a aplicação de botox, os músculos não se contraem e a pela permanece lisa, prevenindo as rugas de expressão e evitando o seu aparecimento com o passar do tempo.

Fonte: Corporación Dermoestética - Vida e Saúde: Porque envelhecemos? - Maria Vassalo
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