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Fatores ambientais e a obesidade


15/07/2009 10:00


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BIOPLASTIA CORPORAL

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Com a finalidade de esclarecer totalmente aos pacientes informamos:


Que as Especialidades Médicas pelas normas do Conselho Federal de Medicina são as estabelecidas pela Resolução CFM Nº 1.763/05 (http://www.portalmedico.org.br/resolucoes/cfm/2005/1763_2005.htm)


Que todos os médicos especialistas e suas especialidades constam nos sites: http://www.cadastronacionalmedico.org ou http://www.portalmedico.org.br/novoportal/index5.asp



Fatores ambientais e a obesidade


Abordagem da obesidade pelo médico



"A obesidade é uma das doenças de maior incidência nos Estados Unidos, constituindo um fator de risco para o desenvolvimento de diversas outras afecções, entre as quais destacam-se: doença cardiovascular, hipertensão, diabetes, doença cerebrovascular (acidente vascular cerebral, AVC, acidente vascular encefálico, AVE, ou derrame cerebral), dislipidemias (excesso de gorduras no sangue), câncer e algumas doenças do aparelho digestivo (cirrose e pedras na vesícula). Com freqüência, indivíduos obesos desenvolvem complicações que, se presentes, necessitam ser atenuadas com a redução de peso. A compreensão do que se busca com o tratamento da obesidade é muito importante, pois não há evidência segura de que o tratamento da obesidade previna a mortalidade geral. No entanto, existe ampla evidência de que seu tratamento diminua as complicações mais imediatas, incluindo os fatores de risco para doenças do coração".

Definição do Termo Obesidade

A obesidade é um excesso de gordura no corpo que, na prática, é medido pela relação entre o peso e a altura. Diversos estudos demonstraram que a mortalidade associada ao peso é menor na faixa central dos pesos, em torno do denominado "peso ideal", mas que aumenta exponencialmente acima e abaixo dos limites dessa faixa.

Avaliações mais objetivas incluem, além de tabelas relacionando altura e peso, índices relacionados ao peso e outras medidas antropométricas.

Nos Estados Unidos, a obesidade consiste em um dos mais comuns problemas de saúde, além de ser um fator de risco para doenças como hipertensão arterial (pressão alta), diabetes, artrite degenerativa e infarto do miocárdio. É uma causa de significativa morbidade e mortalidade, gerando impactos sociais e financeiros.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) formulou um parâmetro para definir a obesidade, derivado da altura e do peso do paciente. Este parâmetro é conhecido como índice de massa corporal (IMC), calculado através da fórmula: IMC = peso (valor em quilogramas) dividido pela altura (valor em metros) ao quadrado. A obesidade é definida como um índice de massa corporal (IMC) com valor acima de 30.

O IMC estabelece uma boa relação com outras estimativas de gordura, embora alguns indivíduos muito musculosos, com peso avantajado, sejam classificados como obesos, quando de fato não são. Além disso, é um índice um pouco mais preciso de gordura nos homens do que nas mulheres. O IMC "ideal" aumenta de forma gradual com a idade em ambos os sexos, sem diferenças consistentes entre homens e mulheres.

Através da medida do IMC, pode-se classificar os indivíduos em diferentes graus de obesidade. Indivíduos com índice de massa corporal compreendido entre os valores 18,5 a 24,9 são definidos como normais; um IMC compreendido entre 25,0 a 29,9 classifica o indivíduo em uma graduação de sobrepeso; finalmente, pacientes com IMC de valor igual ou superior a 30,0, são considerados obesos.

É importante ressaltar que o cálculo do índice de massa corporal não significa a medida da composição corporal de um indivíduo; diferentes grupos de pessoas que possuam o mesmo valor de IMC podem ter maior ou menor teor de gordura corporal ou massa muscular.

Os médicos devem levar em consideração o grau de obesidade definido pelo IMC, avaliando os fatores de risco de desenvolvimento de doenças associadas ao excesso de peso e selecionando um tratamento apropriado para a obesidade. As doenças das artérias coronárias (vasos sangüíneos que irrigam o coração), o diabetes tipo 2 (conhecido como diabetes não-insulino dependente) e a apnéia do sono são condições associadas, consideradas de alto risco, por aumentarem a morbidade e a mortalidade.

A Etiologia da Obesidade

A obesidade é causada por inúmeros fatores, como o excesso de ingestão de alimentos, gasto insuficiente de energia (exercícios, taxa de metabolismo corporal diminuída), predisposição genética, quantidade de leptina diminuída no plasma, fatores ambientais predisponentes ao ganho de peso, fatores psicológicos estressantes e classe sócio-econômica mais baixa.

A obesidade central exerce grande impacto em três importantes indicadores de predisposição para doenças cardíacas, sobretudo das artérias coronárias (vasos sangüíneos responsáveis pela irrigação do miocárdio- músculo do coração). Esses indicadores são a hiperlipidemia (excesso de gorduras no sangue), a resistência à insulina (fator que predispõe à diabetes) e a hipertensão arterial (pressão alta).

O ponto culminante do tratamento da obesidade é a diminuição da ingestão energética ou a elevação do gasto energético, ou a associação de ambos.

Provavelmente, existem muitas causas diferentes responsáveis pela obesidade e, algumas, podem coexistir em um mesmo indivíduo. A deposição excessiva de gordura ocorre porque a ingestão energética excede ao seu gasto.

A perda de peso induzida por medicamentos pode ser apropriada em pacientes previamente selecionados, que tenham sido classificados como obesos ou que estão com excesso de peso associado à outras condições mórbidas.

Tratamento de um Paciente Obeso

Aproximadamente 97 milhões de adultos, nos Estados Unidos, são obesos, representados por 31,3% de homens e 34,7% de mulheres.

Os custos diretos e indiretos para a sociedade incluem custos médicos elevados, diminuição do rendimento e produtividade no serviço, incapacidade e discriminação no trabalho.

Cerca de trinta bilhões de dólares são gastos anualmente em medicamentos para a perda de peso nos Estados Unidos.

O tratamento da obesidade, e das doenças diretamente relacionadas a essa morbidade, corresponde a um valor de 5 a 7% do valor total anualmente dispensado aos cuidados com a saúde.

Os médicos devem instituir um tratamento direcionado às condições associadas ao excesso de peso, enquanto estão trabalhando com pacientes obesos, objetivando a manutenção da perda de peso.

A abordagem de um paciente com excesso de peso é uma tarefa difícil. Isso se deve ao fato de que a obesidade possui importantes raízes sócio-culturais. Assim, o seu controle na sociedade passa por modificações dos padrões estéticos, dietéticos e de exercício físico nela vigentes.

A base dietética do emagrecimento é a redução de calorias (alimentos ricos em gorduras, bebidas alcoólicas, farináceos e doces em geral). Para facilitar a aderência do paciente ao regime dietético, o médico deve propor formas de organizar as refeições diárias. As falhas na orientação dietética ocorrem com muita freqüência, levando aos denominados "erros invisíveis", ou seja, aqueles que o paciente comete sem se dar conta.

Medicamentos Utilizados Recentemente

Alguns pacientes alcançam perda de peso através de dietas, exercícios físicos e modificações dos hábitos de vida. Outros necessitam de uma terapia mais agressiva para o tratamento da obesidade.

Os medicamentos utilizados no tratamento da obesidade são formulados com o objetivo de reduzir a energia ingerida, através da inibição do apetite, elevar a taxa de metabolismo do organismo e diminuir a absorção de alguns tipos de alimentos.

As drogas não devem substituir a dieta, nem a redução da ingestão de alimentos, nem os exercícios físicos ou as alterações dos hábitos de vida, que consistem nos fundamentos do tratamento da obesidade.

Dois medicamentos recentemente divulgados, a sibutramina e o orlistat (Xenicalâ), exibem novos mecanismos de ação e possuem menos efeitos colaterais (reações adversas) do que os medicamentos utilizados anteriormente.

A sibutramina possui ação de bloqueio dos receptores dos neurotransmissores serotonina, noradrenalina e dopamina; enquanto o outro medicamento, também recentemente utilizado, o orlistat, possui ação sobre a absorção intestinal de gorduras, diminuindo esta função do aparelho digestivo.


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Fonte: Am Fam Physician
 

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