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Artigo
Parkinson
10/08/2009 10:00
Doença de Parkinson
A doença de Parkinson foi descrita por um médico inglês, James Parkinson, em 1817. Nessa ocasião, ele publicou uma observação sobre seis pacientes que apresentavam uma doença lentamente progressiva caracterizada por movimentos involuntários (tremores), que apareciam principalmente quando as partes envolvidas do corpo não estavam em ação, tendência a força muscular diminuída, propensão para inclinar o tronco para frente e passar de um caminhar lento para uma marcha involuntariamente acelerada.
Qual a prevalência da doença?
Não se conhece com exatidão a prevalência da doença de Parkinson no Brasil. Sabe-se, entretanto, que ela é freqüente em nosso país, assim como em outras partes do mundo. Estima-se que na Europa e nos Estados Unidos haja uma prevalência de 1,5 a 2 pacientes em cada 1.000 habitantes. Quando se leva em conta pessoas que estão entre 60 e 80 anos de idade, a proporção aumenta para 1 em cada 100 indivíduos.
Em que tipos de pessoas ela tem maior incidência?
A doença de Parkinson pode se desenvolver em pessoas de qualquer sexo, de qualquer raça e de qualquer nível sócio-econômico. Há, entretanto, uma tendência clara para se desenvolver principalmente entre indivíduos da raça branca. Diferentemente do que se imagina, ela não é uma doença da senilidade. Embora sua manifestação inicial seja mais freqüente em indivíduos com idades entre 55 e 65 anos, ocorre também em pessoas bem mais jovens, abaixo dos 40 anos, ou bem mais idosas, com mais de 70 anos.
Quais são as causas da doença?
A causa da doença ainda não é totalmente conhecida, porém há um consenso internacional de que a enfermidade depende de vários fatores que atuam num mesmo indivíduo. O envelhecimento, fatores genéticos e ambientais, como a exposição a substâncias tóxicas (defensivos agrícolas, resíduos industriais, substâncias químicas etc.), podem estar relacionados à doença e atuarem associados em um indivíduo susceptível. Atualmente, foram detectados alguns genes relacionados à doença, em casos marcadamente familiares. Entretanto, a maioria dos casos observados não têm essa característica, aparecendo de maneira isolada.
Quais são os sintomas da doença?
Uma síndrome é definida como um conjunto de sinais e sintomas que podem ser produzidos por diferentes causas, não sendo sinônimo de doença. A síndrome parkinsoniana, entre outros, é constituída de 4 elementos principais:
• tremor;
• bradicinesia - lentidão e pobreza de movimentos;
• rigidez - enrijecimento dos músculos sobretudo nas articulações
• alterações posturais que se manifestam por instabilidade na postura ereta com quedas freqüentes, mudanças posturais, como a inclinação do tronco para frente, etc.
Vários outros sinais clínicos e sintomas podem ocorrer, como alterações na escrita, na fala, na marcha, etc. Dessa maneira, doenças diferentes e causas muito diversas podem produzir uma síndrome parkinsoniana. A doença de Parkinson é a causa de aproximadamente 70% dos casos de síndrome parkinsoniana. Os 30% restantes apresentam outras enfermidades ou situações que podem produzir os mesmos sintomas e sinais, que se associam com freqüência a outras características. Portanto, quando um médico faz menção a uma síndrome parkinsoniana, não está necessariamente se referindo à doença de Parkinson, embora a possibilidade de se tratar dessa doença seja grande.
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FONTE: Prof. Dr. Luiz Augusto Franco de Andrade