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Radiografia de tórax
20/10/2009 10:00
Radiografia de Tórax
Radiografia de Tórax (código AMB: 4.08.05.00-0)
Os raios X são radiações especiais que têm a capacidade de atravessar os tecidos do corpo humano, proporcionando informação valiosa sobre nossa constituição interna.
Os raios X foram descobertos em Wyrzburg, Alemanha por Sir Wilhelm Conrad Rsentgen, em 1895.
O nome "X" resulta do fato da descoberta ter ocorrido por acidente, sendo que o pesquisador não conseguiu explicar sua origem.
As primeiras imagens do tórax foram obtidas pelo médico britânico John Macintyre em 1896, iniciando uma nova era no estudo das patologias pulmonares.
A radiografia (de rádios: radiação e grafos: imagem ou desenho) de tórax é um dos procedimentos diagnósticos mais solicitados, tanto em pacientes hospitalizados quanto nos pacientes de consultório.
É uma das técnicas mais baratas, rápidas, fáceis de realizar e que brindam informação inicial suficiente e muitas vezes definitiva ao médico solicitante. Além disso, sua versatilidade está na possibilidade de efetuar o procedimento com equipamentos portáteis, deslocados para o local que se encontre o paciente.
Qual a indicação de se realizar uma radiografia de tórax?
A radiografia de tórax tem duas funções principais: descobrir e orientar na busca de um diagnóstico para o paciente.
Os achados mais freqüentemente encontrados em uma radiografia de tórax são:
1) Fraturas ósseas
2) Corpos estranhos
3) Tumores
4) Inflamações de partes moles
5) Derrame pleural
6) Alterações em vias áreas principais
7) Problemas cardíacos
8) Outras alterações pulmonares (pneumotórax, atelectasias)
É necessário realizar alguma preparação?
Não é necessária nenhuma preparação especial para realizar a radiografia de tórax.
E para as crianças, existe alguma recomendação?
Sim. Recomenda se a proteção dos ovários e dos testículos em crianças, usando se protetores especiais, feitos de chumbo. Esta recomendação é obrigatória. Além disso, a criança deverá estar acompanhada de dois adultos. A acompanhante não deve estar grávida, nem com suspeita de gravidez.
Quais instruções devem ser dadas para a realização de uma radiografia?
As manobras respiratórias e as posições do paciente modificam a interpretação diagnóstica.
O exame deve ser realizado com o paciente em inspiração profunda, mantendo as bordas inferiores dos pulmões na altura do décimo arco costal, evitando assim a horizontalização e, conseqüentemente, a interpretação errônea de aumentos do eixo transverso do coração.
A inspiração profunda é importante para abaixar o diafragma o máximo possível, permitindo assim que os pulmões fiquem cheios de ar, facilitando sua visualização completa.
O paciente deve ficar ereto, sem rotações laterais, e as clavículas devem ficar eqüidistantes da coluna vertebral, com as extremidades internas na altura do quarto ou quinto arcos costais.
A radiografia é realizada com o paciente sentado ou de pé, com o peito contra a placa radiográfica. No entanto, em pacientes graves, a radiografia pode ser realizada com o paciente deitado, e com a radiografia colocada em suas costas. Esta posição mostra o tórax de frente. Outras projeções freqüentes são o perfil e a posição obliqua.
Quem interpreta ou efetua o laudo radiológico?
Embora uma interpretação mais adequada é a realizada por um radiologista, qualquer médico pode interpretar uma radiografia de tórax.
Os pulmões, devido ao fato de conterem ar, aparecem de cor negra na radiografia.
As partes moles como a pele, gordura e músculos aparecem em várias tonalidades de cinza, segundo sua espessura.
Os ossos, que não podem ser atravessados pelos raios X, são vistos de cor branca. Como resultado, a chapa radiográfica é semelhante ao negativo de uma fotografia.
As interpretações podem depender da técnica empregada.
Quantidades de cargas inadequadas modificam a qualidade radiográfica. Cargas excessivas tornam as radiografias escurecidas, dificultando a análise da circulação (sanguínea) pulmonar.
Cargas insuficientes tornam as radiografias esbranquiçadas, dificultando a análise dos seios costofrênicos laterais.
A Radiografia de tórax diagnostica patologias cardíacas.
Vários são os sinais radiológicos envolvidos nas múltiplas alterações morfológicas do coração. A silhueta cardíaca mostra os aumentos da área cardíaca, por meio do índice cardiotorácico. Define-se o índice cardiotorácico como a relação entre o diâmetro transverso do coração e o diâmetro interno do tórax. Diâmetro transverso do coração é a distância linear entre as bordas externas do átrio direito e a curva ventricular esquerda. Diâmetro interno do tórax é a distância linear entre a borda externa das hemicúpulas diafragmáticas.
O índice cardiotorácico normal mede, em média, 0,5, ou seja, o diâmetro transverso do coração é aproximadamente a metade do diâmetro transverso interno do tórax. Nas cardiopatias congênitas, como regra geral, o diagnóstico radiológico tem menor sensibilidade quanto mais jovem for a criança. As dificuldades diagnósticas advêm de múltiplas causas: dificuldades de visualizar o coração encoberto pelo timo, e anormalidades cardíacas múltiplas, produzindo alterações complexas da silhueta cardíaca. Por essas razões, o acompanhamento deve ser contínuo e, freqüentemente, as hipóteses diagnósticas iniciais são formuladas a partir dos aspectos do padrão vascular pulmonar.
Outras anormalidades, tanto congênitas quanto adquiridas também podem ser vistas ao RX, mas são de descrição complexa, necessitando quase sempre de um radiologista experimentado para fornecer um laudo seguro.
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FONTES: Dikran Armaganijan, Clarisse Ogawa, Marcelo Coelho Shibata, Marcelo Ferraz Sampaio,Valéria Mozetic - Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia / Magalhães HP. Princípios de radiologia do coração e dos vasos da base. São Paulo: Editora Sarvier, Salud Hoy / http://www.saludhoy.com/htm/exam/articulo/rxtorax1.html Mettler: Essentials of Radiology