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A atividade física e o diabetes
31/08/2010 10:00
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Preocupamos-nos com a medicina ética apoiada nas diretrizes da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), do Conselho Regional de Medicina e do Conselho Federal de Medicina. Oferecemos o melhor aos pacientes através da pesquisa e do trabalho médico científico nacional e internacional.
Com a finalidade de esclarecer totalmente aos pacientes informamos:
Que as Especialidades Médicas pelas normas do Conselho Federal de Medicina são as estabelecidas pela Resolução CFM Nº 1.763/05
(http://www.portalmedico.org.br/resolucoes/cfm/2005/1763_2005.htm)
Que todos os médicos especialistas e suas especialidades constam nos sites:
http://www.cadastronacionalmedico.org ou
http://www.portalmedico.org.br/novoportal/index5.asp
A atividade física e o diabetes
No controle do diabetes mellitus é muito importante a conjunção de três fatores que irão compor a base do tratamento destes pacientes: 1 - as medicações (seja por via oral ou aplicações de insulina); 2 - alimentação; 3 - a prática de atividade física (exercícios físicos). Todos estes elementos devem receber uma atenção especial seguindo a orientação do médico assistente que irá adequar a prescrição segundo o perfil de cada paciente.
1) Quais os benefícios do exercício para os portadores de Diabetes?
Os benefícios são muitos, dentre eles, a diminuição da glicemia principalmente pelo aumento de sua utilização pelos músculos. A atividade física melhora a ação da insulina tornado-a mais eficaz, efeito que é bastante benéfico nos pacientes com diabetes tipo 2. Além disso, os exercícios ajudam no controle do peso e da pressão arterial, e na redução de colesterol e triglicérides no sangue. Esses efeitos levam a uma redução dos problemas cardíacos (infartos).
2) Qual é o melhor exercício?
Não existe o melhor exercício, existe o exercício que a pessoa tem maior afinidade, pois não adianta impor atividades que a pessoa não goste. No caso das crianças com diabetes tipo 1, o importante é incentivar atividades lúdicas e recreativas. Não se deve pensar em exercícios somente para obter um bom controle glicêmico, é preciso incentivar a criança a se tornar bastante ativa, deixando-a brincar com os amigos na escola, no clube, nos parques. Nos indivíduos adultos com diabetes tipo 1, e também naqueles com diabetes tipo 2, é importante uma avaliação médica que inclua o rastreamento de complicações vasculares (nos vasos dos olhos, rins, nervos periféricos e coração), pois a atividade física pode, em alguns casos, piorá-las. Neste sentido, é importante receber uma orientação individualizada das atividades físicas mais adequadas após essa avaliação médica.
Antes de iniciar qualquer atividade física, além de uma avaliação médica, é importante uma avaliação do condicionamento físico e cardiorrespiratório, e orientação nutricional.
3) Qual deve ser a freqüência, a duração e a intensidade dos exercícios?
Mais uma vez, esses dados serão orientados pelos profissionais de saúde que conhecem o paciente. No entanto, o paciente pode realizar o exercício quantas vezes por semana quiser, desde que esteja com um bom controle glicêmico e seja bem orientado. É boa norma ter o acompanhamento da equipe multiprofissional (médico, professor de educação física, nutricionista) para o sucesso do programa. Quanto à duração, vai depender do grau de condicionamento físico que cada um se encontra, mas não é necessário mais que uma hora por dia. Se a atividade ultrapassar esse tempo, é importante a ingestão de carboidratos durante a atividade, para se evitar uma hipoglicemia. Lembramos que deve ser realizada a automonitorização (ponta de dedo ou glicemia capilar) durante a atividade, caso ela dure mais que uma hora. Em relação à intensidade, deve-se respeitar a capacidade individual de cada um, sendo necessário realizar uma avaliação física antes do início do programa de exercícios como comentado acima.
4) Existe algum problema se a glicemia estiver muito alta (ou baixa) antes da prática do exercício?
No diabético tipo 1 usuário de insulina, sugere-se que deva ser evitada a atividade física se a glicemia estiver acima de 250 mg/dL com presença de cetona (cetonúria, medida na urina), pois pode desencadear uma cetoacidose diabética. Deve haver muita prudência se as taxas estiverem acima de 300 mg/dL, mesmo com cetonúria negativa, isto para todos os tipos de diabetes. Neste caso, é importante um contato com o médico assistente. Depois de recebida a orientação pode-se retornar aos exercícios. Se a glicemia estiver abaixo de 100 mg/dL antes do esporte, deve-se ingerir carboidratos. É uma boa norma manter à disposição uma quantidade de carboidratos para ingestão, se necessário. A dosagem em ponta de dedo após os exercícios é também importante, pois pode detectar hipoglicemias que ocorrerem mesmo após 2 a 3 horas do exercício.
Recomendações gerais:
• Alguns exercícios são contra-indicados se você possuir alguma complicação crônica, como, por exemplo: perda de sensibilidade nas pernas ou pés, problemas na retina, problemas no coração. É necessário, antes de iniciar a atividade, procurar um profissional de educação física e um médico, para indicar qual o melhor tipo de exercício recomendado.
• Procure fazer exercícios regularmente e de preferência no mesmo horário, todos os dias, se possível. Caso seja difícil, faça em dias alternados, de 30 a 40 minutos diários.
• Use tênis confortável, solado macio, com meias esportivas, mas preste atenção no elástico da meia, pois ele não pode estar apertando!
• Beba água antes e durante os exercícios.
• Leve um cartão de identificação contendo dados pessoais e de seu médico, e informações sobre como agir diante de uma situação de emergência (hipoglicemia).
Para o paciente com diabetes que toma insulina ou comprimidos:
• Faça um teste de glicemia antes de começar os exercícios;
• Se a glicemia estiver acima de 250 mg/dL e houver presença de cetona na urina, não faça exercício neste dia; se não houver cetona, você poderá fazer exercício;
• Coma algo se o nível ficar abaixo de 100 mg/dL;
• Leve sempre consigo algum tipo de carboidrato de ação rápida, como: balas, bolachas, açúcar líquido, etc.
• Se você toma insulina, evite aplicar nas partes do corpo mais exigidas durante o exercício, pois ela pode ser absorvida mais rapidamente.
• A glicemia pode estar diminuída horas depois de ter feito o exercício, o ideal é que você faça um teste ou mais testes após o exercício.
• O exercício físico deve fazer parte do seu tratamento!
Fonte: Physical Activity/Exercise and Diabetes. Diabetes Care 27:S58-S62, 2004 – Autor: Dr. André Fernandes Reis.