Você está em:
Inicial >> Artigo >> 594 Obesidade E Um Mal
Artigo
Obesidade é um mal
05/12/2010 10:00
Obesidade é um mal
A obesidade é um mal que espalha por todo o mundo. Nos Estados Unidos, somada ao sobrepeso acomete 60% da população. No Brasil varia dependendo da classe social, acometendo aproximadamente 30% da população. É uma epidemia que deve ser combatida rapidamente pois provoca um aumento acentuado das doenças cardiovasculares e ortopédicas.
O reconhecimento da elevação do risco de doenças cardiovasculares relacionadas ao excesso de peso tem colocado a obesidade no foco das discussões em saúde. Uma nova publicação da revista científica Circulation analisa a distribuição mundial da obesidade, ressaltando as diferenças na sua distribuição em diferentes países e diferentes raças.
Nos Estados Unidos, por exemplo, a obesidade somada ao sobrepeso acometem 60% da população, sendo que 27% dos adultos são obesos. Na Europa há grande variação na prevalência de obesidade entre os países, sendo mais comum nos países do leste europeu, predominantemente em homens. Na África, a obesidade é mais comum em mulheres.
Os padrões de distribuição na América Latina se encontram em transição. No Brasil e México, há relação de associação com a classe social. A prevalência de obesidade varia de 30 a 50% dos indivíduos nos países latino-americanos.
Obesidade abdominal
"A obesidade abdominal, deposição de gordura na região da cintura, e a resistência à insulina são conhecidos fatores de risco causadores de doença metabólica (a chamada Síndrome Metabólica) com conseqüências no sistema cardiovascular."
Diversos estudos demonstraram que um acúmulo predominante de células gordurosas na região abdominal leva a um aumento de risco de doença cardiovascular e morte prematura; as alterações metabólicas associadas com obesidade abdominal incluem as dislipidemias, resistência à insulina, diabetes de tipo 2 (diabetes do adulto), síndrome metabólica, inflamações e trombose.
Nos últimos anos, tornou-se cada vez mais claro que a distribuição de gordura é importante quando considerar os riscos de obesidade. Foi sugerido na década de 40 que o risco cardiovascular e metabólico está mais intimamente relacionado com a obesidade "andróide" (obesidade abdominal ou corpo em "forma de maçã") do que com a obesidade "ginóide" (obesidade corporal mais baixa ou corpo "em forma de pêra").
Simultaneamente, surgiram novos dados com relação ao vínculo entre o risco cardiovascular e a obesidade abdominal, especialmente o significado de gordura intra-abdominal (aquela que fica armazenada dentro da cavidade abdominal, ao redor dos principais órgãos) como um importante fator de risco para doenças cardiovasculares. A obesidade abdominal pode simplesmente ser medida pela circunferência da cintura, mas podem ser ainda usado métodos de imagem como a tomografia computadorizada (TC) ou a Ressonância Magnética por Imagem (RM).
O que é a Síndrome Metabólica
Em relação à chamada Síndrome Metabólica, nos Estados Unidos, os pesquisadores dos Centros para Controle e Prevenção de Doença (CDC) relataram que 47 milhões de americanos (um em quatro adultos) apresentaram síndrome metabólica.
Esta Síndrome é constituída de pelo menos 3 dentre os cinco itens abaixo:
• Circunferência da cintura > 94cm nos homens e >80cm nas mulheres
• Triglicerídios > 150 mg/dl
• Níveis de HDL-colesterol (o chamado "bom colesterol") menor que 40 mg/dl nos homens ou menor que 50 mg/dl nas mulheres
• Pressão arterial >130/80 mm Hg
• Glicose em Jejum elevada > 100 mg/dL (5.6 mmol/L), ou diabetes tipo 2 previamente diagnosticado
Os pacientes com síndrome metabólica têm pelo menos um risco duas vezes maior de doença cardiovascular em comparação com aqueles pacientes sem a mesma. O risco de diabetes está também aumentado em aproximadamente cinco vezes pela síndrome metabólica, tanto em homens como nas mulheres.
Estratégias de tratamento
Em relação às estratégias de tratamento, a perda de peso em pacientes com obesidade abdominal está associada com uma redução do tecido gorduroso localizado dentro do abdômen.
Mesmo uma perda de peso de 5 a 10% está associada com a melhora dos fatores de risco cardiometabólicos tais como as taxas de triglicerídios, níveis de HDL-colesterol e resistência à insulina. Uma redução na circunferência da cintura de 9 cm equivale a uma redução de 30% na adiposidade intra-abdominal prejudicial.
A obesidade habitualmente coincide com o aumento de peso, sendo definida como o aumento da gordura corporal, em comparação com a massa magra, em um nível tal que possa ser a associado a um risco elevado para a saúde.
A herança genética é um fator importante, mas a obesidade parece ser causada pela combinação de hábitos alimentares pouco saudáveis com um estilo de vida sedentário.
Assim, quando a ingestão de energia supera o gasto energético, o excesso é guardado no tecido na forma de gordura corporal.
Segundo os especialistas, o diagnóstico da obesidade , por muito tempo, foi feito levando em consideração as medidas do peso e da altura, que eram então comparados com tabelas padrão.
Estas tabelas foram desenvolvidas por companhias de seguro, ao longo de um período pré-determinado, medindo o peso e a estatura média de grupos populacionais específicos e por isto estão muito sujeitas a erros de interpretação.
Um modo melhor e mais preciso de se avaliar a obesidade envolve a determinação do índice de massa corporal - IMC calculado através da fórmula: IMC = Peso (Kg) / (Altura, em metros quadrados).
Diminuição do peso corporal é aconselhável
A diminuição do peso corporal é aconselhável nos casos de obesidade moderada e grave porque o risco de complicações metabólicas está relacionado ao IMC e à circunferência abdominal . Existe grande dificuldade na perda de peso e maior ainda na sua manutenção à longo prazo.
A oscilação do peso, entre os períodos de tratamento parece ser tão ruim ou até pior que do que a própria obesidade. Do ponto de vista clínico, o objetivo a longo prazo no tratamento da obesidade grave ou moderada, deve ser muito mais modesto do que os habitualmente tentados.
"Uma redução de apenas 5-10% do peso corporal inicial e sua manutenção por longo prazo podem ser muito benéfica, ajudando a diminuir a pressão arterial, melhorando níveis de lípides sangüíneos, reduzindo sintomas de apnéia noturna e diminuindo o risco de lesões ósteo-musculares".
Um programa alimentar adequado será sempre importante no tratamento da obesidade, mas a dieta não deve ser um componente isolado no tratamento do obeso. Ela deve fazer parte de um programa de tratamento mais amplo, que deve incluir, modificação de hábitos alimentares, introdução de programas de exercícios físicos e acompanhamento médico à longo prazo.
Um erro comum no tratamento dietético é o de se perseguir resultados em curto prazo. Muitos tipos de dieta divulgadas na televisão, em revistas, livros, conversas e academias prometem grande perda de peso em um dia e sucesso permanente em curtíssimo prazo. "Elas sem dúvida podem promover perda de peso, mas esta perda não corresponde necessariamente à perda de peso equivalente em gordura".
Pacientes com diabetes, hipertensão arterial, insuficiência cardíaca ou renal, em uso de diuréticos, hipotensores ou digital, por exemplo, podem ter distúrbios eletrolíticos graves e arritmias cardíacas potencialmente fatais nos programas de perda de peso sem acompanhamento médico.
Além do mais, estas dietas geralmente são nutricionalmente desbalanceadas e os índices de sucesso a longo prazo se aproximam de zero.
"Cerca de 30 % dos pacientes atendidos para tratamento de obesidade apresentam alterações do padrão alimentar, das quais a mais comum é a compulsão alimentar".
A avaliação do padrão alimentar e a identificação destes pacientes são obrigatórias quando se inicia programa o tratamento de um paciente obeso. Casos selecionados podem necessitar de acompanhamento médico e de tratamento com medicamentos específicos e dieta de baixa caloria e modificação de hábitos.
A manutenção do peso a longo prazo
O objetivo do tratamento a longo prazo é a manutenção do peso por especialistas fazendo o suporte nutricional através de dieta adequada e balanceada. Sempre que possível devem ser mantidas as preferências individuais alimentares com correção dos vícios e variedades de cardápios sem monotonia alimentar.
Outras alternativas dietéticas podem ser utilizadas de preferência por curto prazo, durante uma fase do tratamento como parte do programa de educação ou em situações especiais.
O sedentarismo é uma das principais causas para o aparecimento e a manutenção de alguns tipos de obesidade.
A atividade física proporciona o aumento do gasto energético, a melhora do condicionamento físico, a diminuição da pressão sangüínea, a minimização da sensação de fome, a mobilização da gordura visceral (abdominal), o aumento da produção de insulina, a diminuição do LDL colesterol, a diminuição dos triglicérides e o aumento do HDL colesterol.
Um programa de exercício físico para o obeso deverá ter supervisão médica, por causa da grande freqüência de outras doenças associadas a obesidade. O início da atividade física deve ser lento, com um aumento gradual da duração e da intensidade. O objetivo deve ser um exercício de pelo menos 30 minutos diários com uma freqüência de pelo menos três vezes por semana.
Boas opções de exercício são atividades aeróbicas: caminhadas, natação, ciclismo, corrida ou dança. Qualquer atividade física extra será bem-vinda. Andar menos de carro ou estacionar mais longe do serviço, subir escadas ao invés de elevadores, podem ser boas sugestões.
Finalizando é bom lembrar que a obesidade é atualmente um grave problema de saúde pública sendo mais freqüente e mais grave que a desnutrição. Sua prevalência vem crescendo acentuadamente nas últimas décadas, inclusive nos países em desenvolvimento.
A MEGA 21 NUTRITION possui produtos a base de fibras para a obesidade, constipação e necessidades diárias que auxiliam a reeducação alimentar
Fonte: boasaude