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O diagnóstico Distimia substituiu outros como Neurose Depressiva, Depressão Neurótica, Neurastenia, Melancolia, Transtorno Depressivo de Personalidade
20/12/2010 10:00
O diagnóstico Distimia substituiu outros como Neurose Depressiva, Depressão Neurótica, Neurastenia, Melancolia, Transtorno Depressivo de Personalidade
A Depressão vem em fases mais ou menos fortes e bem delimitadas. A Distimia é um estado depressivo crônico que costuma aparecer na adolescência ou na infância.
Como é uma pessoa Distímica ?
• Melancólicas, depressivas desde a infância ou adolescência.
• Baixo astral, pessimistas, reclamonas, encucadas.
• Perfeccionistas que não têm muita tolerância para as imperfeições dos outros.
• Autoestima baixa e autocrítica alta.
• Dificuldade para confraternizarem.
• Desenvolvimento profissional pode ser prejudicado pela dificuldade de relacionamento com colegas.
Desenvolvimento da Distmia
Geralmente as distímicas recebem estímulos negativos no trabalho, nas atividades sociais, nos namoros. Isso reforça sua visão negativa do mundo.
Sucesso atrai sucesso, dinheiro atrai dinheiro, poder atrai poder, sorte atrai sorte, beleza atrai beleza, Distimia atrai isolamento social, rejeição, falta de convites, etc.
Quanto mais cedo a Distimia começar, mais vai prejudicar os relacionamentos.
Comorbidades da Distmia(concomitância de outras patologias)
:
Quase todas as distímicas irão ter fases de Depressão mais fortes do que a Distimia habitual (Depressão Dupla). Geralmente o tratamento dessas fases depressivas muda o humor da paciente para um nível melhor do que o humor Distímico anterior.
• Ataques ou Síndrome do Pânico.
• Obsessividade, perfeccionismo.
• Cefaléias e Enxaquecas.
• TPM.
• Prisão de ventre.
• Sazonalidade, isto é, piora com tempo cinza, chuvoso, sem Sol.
Quando a Distimia for tratada, provavelmente as comorbidades irão melhorar “por tabela”.
Causas da Distmia:
• Relações familiares complicadas na infância.
• Separação dos pais.
• Orfandade cedo.
• Pais muito bravos, agressivos, Distímicos.
• Famílias com maior incidência de Depressão, Pânico e DOC (ou TOC)
• Famílias com Transtornos de Personalidade, Alcoolismo, Drogas.
• Doenças incapacitantes e limitações físicas como cegueira, surdez, amputações, lesões de medula, dificuldades de locomoção.
• Reações duradouras provocadas por Stress pós Traumático.
Incidência da Distmia:
Pode ocorrer desde a infância, mas é mais freqüente na adolescência. Para cada homem existem cerca de 3 mulheres com Distimia. A incidência geral na população é cerca de 3%.
Tratamento da Distmia:
Distímicas não gostam de remédios, mas o tratamento com Antidepressivos melhora a vida delas, de seus amigos e familiares.
A Psicoterapia (mais medicação) é mais importante do que na Depressão.
Por isso, a combinação de Psicoterapia mais Medicação é muito positiva.
Fototerapia: se houver sazonalidade na evolução da Distimia, a Fototerapia pode ajudar bastante
A Distmia tem Cura ?
Sim. Por dois motivos:
Primeiro que a medicação funciona bem e não tem problema em tomar muitos meses.
Segundo que a Distmia é um círculo vicioso: melancolia -> espírito reclamão -> amizades reclamonas -> isolamento social-> feed backs negativos -> baixo astral -> depressão.
A melhora, com a medicação e a terapia provoca um círculo virtuoso: melhor astral -> menos reclamações -> menos isolamento -> situações de vida melhores -> feed backs positivos -> estímulo para uma vida mais pazeirosa.
Com o tempo a pessoa começa a funcionar de modo automático de modo mais alegre e pode ficar sem o remédio.
Depressão
Na depressão, o tratamento rápido, intensivo e completo (até o desaparecimento total dos sintomas) diminui o risco de recaídas, de depressões de tratamento difícil no futuro e de atrofias de Hipocampo. Isso é importante para portadores de depressão que perdem meses em psicoterapias e tratamentos alternativos. Terapia é muito importante, mas na depressão ela é ator coadjuvante e não principal.
Como Depressão significa tristeza, as pessoas acham que o principal sintoma da Depressão é a tristeza. Mas não é. O principal sintoma da Depressão é a queda de energia. É a energia vital da pessoa que está deprimida.
Depressão é uma doença do corpo inteiro, não só do cérebro. O paciente se sente pesado, lento (ou com agitação improdutiva), com dores no corpo, dores de cabeça, Fibromialgia, alteração do ritmo intestinal, da digestão, alteração da pele, cabelos, unhas, alterações do sono, etc. Depressão baixa a resistência a infecções, aumenta a chance de infarto, derrame, diabetes, etc.
Quais os sintomas físicos de uma crise de pânico ?
Como se descreve acima, os sintomas físicos de uma crise de pânico aparecem subitamente, sem nenhuma causa aparente (apesar de existir, mas fica difícil de se perceber). Os sintomas são como uma preparação do corpo para alguma "coisa terrível". A reação natural é acionar os mecanismos de fuga. Diante do perigo, o organismo trata de aumentar a irrigação de sangue no cérebro e nos membros usados para fugir - em detrimento de outras partes do corpo, incluindo os orgãos sexuais. Eles podem incluir :
• Contração / tensão muscular, rijeza
• Palpitações (o coração dispara)
• Tontura, atordoamento, náusea
• Dificuldade de respirar (boca seca)
• Calafrios ou ondas de calor, sudorese
• Sensação de "estar sonhando" ou distorções de percepção da realidade
• Terror - sensação de que algo inimaginavelmente horrível está prestes a acontecer e de que se está impotente para evitar tal acontecimento
• Confusão, pensamento rápido
• Medo de perder o controle, fazer algo embaraçoso
• Medo de morrer
• Vertigens ou sensação de debilidade
• Uma crise de pânico dura caracteristicamente vários minutos e é uma das situações mais angustiantes que podem ocorrer a alguém. A maioria das pessoas que tem uma crise terá outras (se não tratar). Quando alguém tem crises repetidas ou sente muito ansioso, com medo de ter outra crise, diz-se que tem transtorno do pânico
O que é o transtorno do pânico ?
Transtorno do pânico é um problema sério de saúde. Este distúrbio é nitidamente diferente de outros tipos de ansiedade, caracterizando-se por crises súbitas, sem fatores desencadeantes aparentes e, frequentemente, incapacitantes. Depois de ter uma crise de pânico - por exemplo, enquanto dirige, fazendo compras em uma loja lotada ou dentro de um elevador - a pessoa pode desenvolver medos irracionais (chamados fobias) destas situações e começar a evitá-las. Gradativamente o nível de ansiedade e o medo de uma nova crise podem atingir proporções tais, que a pessoa com o transtorno do pânico pode se tornar incapaz de dirigir ou mesmo pôr o pé fora de casa.
Neste estágio, diz-se que a pessoa tem transtorno do pânico com agorafobia. Desta forma, o distúrbio do pânico pode ter um impacto tão grande na vida cotidiana de uma pessoa como outras doenças mais graves - a menos que ela receba tratamento eficaz e seja compreendida pelos demais.
O que causa o transtorno do pânico ? Por que ele ocorre ?
De acordo com uma das teorias, o sistema de "alerta" normal do organismo - o conjunto de mecanismos físicos e mentais que permite que uma pessoa reaja a uma ameaça - tende a ser desencadeado desnecessariamente na crise de pânico, sem haver perigo iminente. Algumas pessoas são mais suscetíveis ao problema do que outras. Constatou-se que o T.P. ocorre com maior frequência em algumas famílias, e isto pode significar que há uma participação importante de um fator hereditário (genético) na determinação de quem desenvolverá o transtorno. Entretanto, muitas pessoas que desenvolvem este transtorno não tem nenhum antecedente familiar.
O cérebro produz substâncias chamadas neurotransmissores que são responsáveis pela comunicação que ocorre entre os neurônios (células do sistema nervoso). Estas comunicações formam mensagens que irão determinar a execução de todas as atividades físicas e mentais de nosso organismo (ex: andar, pensar, memorizar, etc). Um desequilíbrio na produção destes neurotransmissores pode levar algumas partes do cérebro a transmitir informações e comandos incorretos. Isto é exatamente o que ocorre em uma crise de pânico: existe uma informação incorreta alertando e preparando o organismo para uma ameaça ou perigo que na realidade não existe. É como se tivéssemos um despertador que passa a tocar o alarme em horas totalmente inapropriadas. No caso do Transtorno do Pânico os neurotransmissores que encontram-se em desequilíbrio são: a serotonina e a noradrenalina.
Transtorno de Stress pós Traumático ou TEPT
O Transtorno de Stress pós Traumático ou TEPT é uma reação do organismo parecida com a Síndrome do Pânico, porém com uma característica importante:
• É uma reação a acontecimento inesperado, ameaçador, imprevisível e traumático, por exemplo:
• Combate, seqüestro, prisão, assalto, estupro, acidente, agressão física ou moral, etc.
• Um diagnóstico preocupante, um resultado de exame de laboratório que indique doença grave, uma cirurgia difícil, um pós operatório complicado.
• Uma perda financeira ou afetiva.
• Incêndio, inundação, terremoto, combate.
• Também pode desenvolver quando a pessoa testemunha ou fica sabendo de uma experiência semelhante que ocorreu com outra pessoa de sua família ou de seu relacionamento.
Sintomas do Stress pós Traumático:
Apresenta em maior ou menor grau vários sintomas da Síndrome do Pânico ou de Ataques de Pânico:
• Taquicardia, sudorese, falta de ar, tremor, fraqueza nas pernas, ondas de frio ou de calor, tontura.
• Sensação de que o ambiente esta estranho (desrealização).
• Sensação de que vai desmaiar, de que vai ter um infarto, de uma pressão na cabeça, de que vai "ficar louco", de que vai engasgar com alimentos.
• Crises noturnas de acordar sobressaltado com o coração disparando e com sudorese intensa, diarréia.
• Sintomas de Labirintite
• Pensamentos que não saem da cabeça de que poderiam ter doenças graves mesmo que todos os exames sejam normais ou de que poderiam fazer mal a si mesmo ou a outras pessoas.
Pode presentar ainda:
• Pesadelos e terrores noturnos relacionados com o evento traumático.
• Flash Backs (a pessoa tem a sensação de estar vendo ou vivenciando a mesma situação, como uma cena de filme).
• Com o passar do tempo, o paciente de Stress pós Traumático ou TEPT desenvolve um estado depressivo crônico com apatia, irritabilidade, desinteresse, diminuição de memória e culpa.
• Algo que lembra a situação desencadeante pode causar ataques de ansiedade.
• A pessoa passa a evitar situações que possam lembrar o evento que provocou o Stress pós Traumático.
• Diminuição de rendimento escolar e profissional
• Isolamento social.
• Desesperança com relação a planos de vida de antes do evento traumático.
Tratamento do Stress pós Traumático ou TEPT:
A maioria dos pacientes melhora rápido e sem seqüelas, embora alguns possam precisar de um tratamento bastante longo e uma minoria possa cronificar.
O tratamento consiste em:
• Medicação, que alivia a maioria dos sintomas em poucos dias.
• Conversar com um terapeuta experiente. Este item á bastante controverso. Existem estudos que sugerem que em situações de ameaça extrema nem sempre conversar sobre o ocorrido seja bom.
• Alguns casos podem melhorar com EMDR (Desensibilização e Reprocessamento através de Movimentos Oculares)
• Massagem de relaxamento, Yoga e Meditação.
• A maioria das pessoas melhora rapidamente com medicação e uma breve terapia.
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FONTE: Mental Help