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Anticoncepcionais


24/03/2011 10:00

Anticoncepcionais


Anticoncepcionais



Os métodos anticoncepcionais de destinam a evitar a gravidez indesejada, e desde a década de 50, quando foram criados, têm sido cada vez mais usados, contribuindo para a liberdade atual das mulheres.

Hoje dispomos de uma ampla gama de contraceptivos, de vários tipos de hormônios, de várias vias de administração e de variadas doses, com menos efeitos colaterais, fazendo com que possamos controlar de forma adequada os indesejados efeitos de inchaço, náuseas, vômitos, mal estar, varizes, dores no corpo e mastalgia. Tudo depende da escolha certa do anticoncepcional para você.

Se você ainda está em dúvida sobre iniciar o uso de alguma pílula, principalmente porque não sabe que efeito terá sobre seu organismo no futuro, este artigo lhe dará esclarecimentos para sua decisão.

Os anticoncepcionais, em sua maioria, são compostos por dois tipos de hormônios: o estrogênio (na forma sintética, chamada de etinilestradiol) e ma progesterona (que varia de medicamento para medicamento). Eles são tomados de forma cíclica, criando um ciclo menstrual artificial de 28 dias (21 dias de uso e 7 dias de pausa para a menstruação). No caso dos anticoncepcionais somente com a progesterona, não há pausa e, por isso, não há menstruação.

Durante o uso do contraceptivo hormonal, o organismo deixa de ter o que chamamos de eixo estimulatório, que provoca o ciclo menstrual normal e a ovulação no meio do ciclo. Então, deixamos de ovular, e não engravidamos, durante todo o mês, inclusive na semana de pausa. Isso se o uso for regular e adequado. Após a parada do anticoncepcional, o organismo retoma aos poucos o controle do ciclo, voltando ao normal. Com isso, não existe a preocupação de que o organismo fique alterado após seu uso prolongado. Pode ocorrer uma demora no retorno dos ciclos regulares, que em média é de 3 a 8 meses, mas não há danos ao organismo. Também não há necessidade de que se suspenda o anticoncepcional após algum tempo de uso, por 1 a 3 meses, como alguns ginecologistas preconizam, pois aí está o perigo de engravidar. Fique tranqüila porque durante o uso, o organismo está somente de férias, e não estamos provocando alterações de forma alguma.

O etinilestradiol, por ser um hormônio sintético, pode provocar efeitos colaterais como mastalgia (dor nas mamas), aparecimento de varizes, cansaço nas pernas, náuseas e vômitos, lesões no fígado, aumento da pressão arterial, trombose nas pernas. Antigamente, quando os anticoncepcionais foram inventados, chegávamos a usar doses de até 150mcg, que eram muito prejudiciais. Hoje, conseguimos diminuir as doses para 50, 35, 30, 20 e até 15mcg, com os mesmos efeitos anticoncepcionais mas sem os efeitos ruins. Com isso, eles se tornaram mais baratos e acessíveis.

As progesteronas ajudam a fazer o ciclo de 28 dias e proteger o útero, aumentam o muco vaginal que também ajuda como anticoncepcional. Elas são o hormônio da gravidez, e podem provocar o inchaço, náuseas e vômitos. Hoje, as progesteronas estão modernas e algumas têm efeito diurético para evitar o inchaço, dando mais opções para a troca caso uma pílula esteja provocando muitos sintomas.

Quando você usa contraceptivos hormonais e nunca teve filhos, a mama sofre o efeitos destes hormônios (porque a mama ainda está jovem e ela só fica madura após uma gravidez) e há quem acredite que isso aumenta o risco de câncer de mama. Nada foi comprovado em estudos até o momento. Sabemos que o uso contínuo por até 10 anos, com doses de etinilestradiol de 50mcg, não aumenta o risco. Hoje, com o uso de doses menores, podemos prolongar este tempo. Converse com seu médico se você está chegando neste período e pese riscos e benefícios. Há métodos contraceptivos não hormonais também muito eficazes para realizarmos a troca, se necessário.

O grande risco dos anticoncepcionais continua sendo o de trombose. Algumas mulheres, com doenças hereditárias da coagulação, que ainda não sabem que têm essa doença, podem iniciar o uso de pílula e fazerem trombose (entupimento por coágulos nas veias das pernas) e tromboembolismo (esses coágulos se soltam e migram para os pulmões e outros locais do corpo), que é muito grave. Por isso, todas devem consultar seu ginecologista antes de iniciar o uso de qualquer tipo de anticoncepcional, pois ele pode identificar se você é de risco para fazer trombose ou não.

Também, quando você tem alguma doença (pressão alta, diabetes, problemas de fígado, doenças de mama, reumatismo, TPM, enxaqueca, endometriose), é necessário escolher a progesterona adequada para você. Você deve consultar um ginecologista para iniciar a pílula ou outro método adequado.

Métodos Anticoncepcionais



Principais Métodos Anticoncepcionais Não Hormonais



1.Camisinha: condom ou preservativo. Ela deve ser usada durante toda a relação sexual, pois os espermatozóides estão presentes também na secreção de lubrificação do pênis, e não só na ejaculação. É o único método que protege contra doenças sexualmente transmissíveis. Se bem colocada, ela evita gravidez na grande maioria dos casos. Sempre recomendamos utilização de outro método em conjunto. Existe a masculina (todos usam e conhecem) e a feminina (menos difundida no Brasil e mais difícil de usar pois exige um conhecimento do corpo e capacidade de se manipular para colocá-la).

2.Diafragma: é uma membrana de silicone que é prescrita pelo médico, adequada para cada tamanho de vagina (que o médico consegue medir), e que é colocada antes da relação sexual pela mulher, junto com um espermicida (gel que impede os espermatozóides de se mexerem). Ela cobre a entrada do útero e impede os espermatozóides de passarem. Não protege contra doenças sexualmente transmissíveis. É mais difícil de ser usada e não é muito prescrita pelos médicos hoje. Exige um conhecimento do corpo e capacidade de se manipular para colocá-la.

3.DIU: dispositivo intra-uterino. Em formato de T ou U invertido, é colocado dentro do útero pelo médico em consultório, de forma fácil e rápida, e previne a gravidez por impedir que os espermatozóides subam e por tornar o útero não receptivo à gravidez. Alguns têm cobre (que também faz efeito no útero) e outros têm progesterona (que faz com que a mulher não menstrue e tem efeito local). Duram de 5 a 10 anos. Não é recomendado para quem tem muitas cólicas e fluxo menstrual, pois pode piorar os sintomas.

4.Tabelinha: é um método de grandes falhas, pois nem todos os ciclos menstruais são regulares. A ovulação deve ocorrer no meio do ciclo, ou seja, em torno do 14º dia após o primeiro dia de menstruação, mas nas mulheres mais irregulares, pois ocorrer cedo demais (no 8º dia, por exemplo) ou muito tarde (no 20º dia). Associado ao método de medição de temperatura de manhã, todos os dias (chamado de método sintotérmico), aumenta a eficácia. É o único método contraceptivo aceito pela Igreja.

5.Coito interrompido: muito ineficaz, pois, como já comentado, os espermatozóides estão presentes não somente na hora da ejaculação, mas durante toda a relação.

Principais Métodos Anticoncepcionais Hormonais



1.Pílula: composta de por vários tipos de hormônios, cada pílula tem uma característica que a faz adequada para cada tipo de mulher. Algumas tem o esquema de uso de 21 dias, com pausa de 7 dias. Outras se usam 24 dias, com pausa de 4 dias. Outras não têm pausa. Você pode escolher menstruar ou não menstruar. Não deve ser esquecido nenhum dia, pois isso compromete o efeito anticoncepcional. Tomar sempre no mesmo horário todos os dias. Procure seu ginecologista para conversar e escolher a sua.

2.Anel vaginal: composto por dois tipos de hormônios (estradiol e progesterona) que são liberados diariamente em pequena quantidade. É um anel flexível que deve ser colocado na vagina e permanece por 3 semanas, quando é tirado por uma semana para menstruar. Mais fácil de usar, pois não precisa ser lembrado de tomar todos os dias. Exige um conhecimento do corpo e capacidade de se manipular para colocá-lo. Não atrapalha durante a relação sexual e não se sente que está usando.

3.DIU Mirena: tem mesmo efeito do DIU comum e é medicado com progesterona, que é liberada em doses pequenas todos os dias, fazendo com que a paciente não menstrue. Pode ser colocado por qualquer mulher, mas é especialmente indicado para as que têm cólicas intensas e endometriose. Dura 5 anos.
4.Adesivo: composto por dois tipos de hormônios (estradiol e progesterona) que são liberados diariamente em pequena quantidade. É colado na pele limpa e seca, fora das regiões de dobras, é trocado a cada semana por 3 semanas, quando é tirado por uma semana para menstruar. Mais fácil de usar, pois não precisa ser lembrado de tomar todos os dias. Às vezes pode descolar e isso compromete o efeito anticoncepcional.

5.Injetável: existem os de uso mensal (que menstrua) e os de uso trimestral (somente com progesterona, que faz não menstruar). Mais fácil de usar porque não precisa ser lembrado de tomar todos os dias. A aplicação é dolorosa por dois dias e não se deve fazer compressas no local ou exercícios no dia da aplicação.
6.Pílula do dia seguinte (anticoncepcional de emergência): usada quando houver falha de algum método acima e ocorrer o risco de gravidez. Composta por dois comprimidos de progesterona em altas doses, que devem ser tomados (os dois juntos ou um a cada 12 horas, dependendo da bula) até 72 horas da relação sexual desprotegida. Quando mais cedo tomar, melhor. Não deve ser usado de rotina, pois falha em uma a cada 4 mulheres (25% de falha) e altera muito o ciclo menstrual.

Implante: como é composto somente com progesterona, quem coloca o implante não menstrua. É colocado com anestesia local, geralmente na região o braço. Não atrapalha e não dói. Mais fácil de usar pois não precisa ser lembrado de tomar todos os dias. Dura 5 anos.


Síndrome da Fadiga Crônica


Saiba mais


FONTE: Obstetrícia
 

Bioplastia

 
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