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Alho


02/05/2011 10:00

Alho


Alho



Histórico

O alho é consumido como alimento e como medicamento desde a antiguidade; é nativo do sudoeste da Sibéria, de onde teria se distribuído pela Europa através das cruzadas. Na idade Média, era utilizado no tratamento de uma série de doenças, principalmente contra parasitas da epiderme. No séc. XIX, Pauster relatou sua atividade antibacteriana.

Nome botânico: Allium sativum L.

Família: Liliaceae / Alliaceae.

Nomes vulgares: Alho, alho-comum, alho-hortense, alho-bravo, alho-manso, alho-ordinário, alho-do-reino, ajo, aglio (italiano), garlic (inglês), alho-vulgar, ail, allium, knoblauch.

Sinonímia: Allium pelomemse Prokhanov.

Nome farmacêutico: Allii sativi bulbus, garlic clove.

Origem (país e região): Europa. Ásia Central e Ocidental.

Aclimatação: Cultivada em todo o mundo.

Partes utilizadas: Bulbo maduro, fresco, formado por 6 a 15 dentes.

Constituintes: cada 100g contém:

Cálcio                              30 mg
Enxofre                            80 mg
Iodo                                 0,004 mg
Silício                               traços
Sódio                               45 mg
Ferro                                1 mg
Vitamina A                        0,1 mg
Vitamina B1                      0,1 mg
Vitamina C                        17 mg

Indicações

Prevenção de rugas;

Prevenção de marcas de expressão;

Prevenção do envelhecimento cutâneo natural ou provocado pela exposição à radiação ultra-violeta;

Tratamento de rugas finas.

Interações

Doses terapêuticas podem interferir com terapias hipoglicêmicas, anticoagulantes e hipotensoras que estejam em curso.

Pode potencializar os efeitos antitrombóticos de fármacos antiinflamatórios como a aspirina.

Tende a ter uma reação sinérgica com ácido ecosapentanóico (EPA) encontrado em óleos de peixe.

Tussílago e lobélia: associação utilizada no tratamento de bronquite e asma.

Baptista e equinacea: a associação apresenta atividade antiviral.

Indivíduos com coagulação sanguínea lenta não deve ingerir doses terapêuticas e os pacientes q estão fazendo terapia anticoagulante devem ter cautela.

Cautela também se há a ocorrência de hemorragias ativas, pré e pós-operatório, trombocitopenia.

As pessoas que utilizam os produtos à base de alho podem apresentar odor característico na boca e na pele.

Reações Adversas

O alho geralmente é considerado atóxico.

Efeitos adversos registrados em seres humanos abragem ardor na boca e no trato gastrointestinal, náusea, diarréia e vômito.

Há relatos de casos de dermatite de contato em consequência de exposição ocupacional.

Possui propriedade alergênica: devido alguns alergênios como o dissulfeto de dialila, sulfeto de alil propila e alicila, que pode ser irritante.

Pode provocar mal-estar estomacal, anemia e reações asmáticas.

Contra-Indicações

Hipersensibilidade ao óleo

Posologia

Extrato seco (5:1): 100 a 200 mg, 1 a 2 vezes por dia.


Tintura (1:5 em álcool 45%) 2 a 4 ml, três vezes ao dia.


Óleo: 0,03 a 0,12 ml, três vezes ao dia.


Hiperlipidemia, arteriosclerose – Dose diária total de 600 – 900 mg de alho pulverizado (padronizado para conter 1,3% de aliina).

Superdosagem

A ingestão de quantidades acima da recomendada pode levar a desconforto gastrointestinal como náuseas, vômitos, diarréia e alterações na flora intestinal.

DL50 = 100mg/kg.

Fórmula Molecular

Referente aos compostos responsáveis pela atividade terapêutica:

Aliina: C6H10OS2

Alicila: C6H13NO3S

Fórmula Estrutural

Referente aos compostos responsáveis pela atividade terapêutica:

Superdosagem

Recomenda-se induzir o vômito ou a lavagem gástrica, seguida da administração de carvão ativado, no caso de uma super dosagem.

Fórmula Molecular

C15H15NO2

Fórmula Estrutural

fórmulafórmula
ALIINA
ALICILA

       
Peso Molecular

Referente aos compostos responsáveis pela atividade terapêutica:

Aliina: P.M. 162.27.

Alicila: P.M. 179.23.

Sinônimos

Ver Histórico.

Referências

1. Martindale; The Complete Drug Reference; 34th ed.; Pharmaceutical Press; 1691.
2. Anfarmag; FITOTERAPIA MAGISTRAL; 2005; 49 – 53.
3. FARMACOGNOSIA, da planta ao medicamento; 3ª ed.; Ed. Da UFSC.
4. Teske, M., Trentini, A. M. M.;Herbarium, Compêndio de Fitoterapia; 2ª ed.; 32-34.
5. Bionatus

 

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