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Estrias, Crescimento e Corticóides


22/08/2011 10:00

Estrias



Estrias e o Estirão de Crescimento



A baixa estatura é a primeira causa de visita ao médico, mas apenas 1/3 dos pacientes apresentam uma doença de base e, quando tratados antes dos 7 anos de idade, podem ter melhora acentuada na altura final.

Entre os distúrbios de crescimento, que podem ser para mais (alta estatura) ou para menos (baixa estatura), estes últimos são 40 vezes mais freqüentes. No grupo de baixas estaturas, cerca de 2/3 dos casos são normais, baixas estaturas constitucionais, familiais ou uma mistura das duas, restando 1/3 que realmente apresentam alguma doença de base como causa da baixa estatura. Tais pacientes, se tratados com baixa idade (idealmente antes dos 7 anos de idade), podem ter uma melhora acentuada de sua altura final.

Introdução



ESTRIAS NA FACE EXTERNA DE COXA FEMININAUma das características mais importantes da biologia dos seres vivos é sua capacidade de crescer. A partir de uma única célula, os organismos aumentam seu tamanho, sua complexidade, desde a concepção até a vida adulta..

Os distúrbios do crescimento podem, evidentemente, ocorrer tanto para mais (gigantismos ou acromegalias, dependendo do estado de ossificação das cartilagens de crescimento) como para menos e, particularmente estes últimos, constituem-se na maior causa de procura ao endocrinologista pediátrico.

O médico, particularmente o pediatra e, especificamente, o endocrinologista pediátrico devem estar muito atentos para não “cair na tentação de tratar” por demanda familiar, já que muitas vezes o melhor tratamento é apenas observar, sem administração de medicamentos que possam ser prejudiciais no futuro.

Crescimento intra-uterino



O período gestacional tem importância particular na avaliação do crescimento, considerando que perdas estaturais ocorridas nesse período podem comprometer a curva de crescimento, colocando-a abaixo do seu potencial genético.

O primeiro determinante do crescimento é o fator genético, considerando que cada um de nós nasce com uma probabilidade específica e particular para crescer e todo o metabolismo conspira para permitir que a pré disposição genética seja atingida. Em situações patológicas, tanto se pode deixar de atingir esse alvo (baixas estaturas) como podemos ultrapassá-lo. No entanto, em condições normais, o alvo estatural é atingido.

O fator nutricional é de fundamental importância para o crescimento intra-uterino e aqui, devemos levar em conta não só o estado nutricional materno, mas a capacidade placentária de transferir nutrientes ao embrião e ao feto. Doenças maternas e alterações placentárias vão interferir com o aporte nutricional e, conseqüentemente, com o crescimento.

Crescimento no período pós-natal



Vários fatores atuam no crescimento pós-natal: o fator genético que atua sobre o esqueleto realizando o crescimento, intermediado por fatores permissivos, nutricionais, metabólicos e outros fatores reguladores.

Estrias abdominaisO fator genético, possivelmente ligado a uma herança poligênica, atua com vários genes que se expressam em momentos diferentes e explicam diferenças raciais.

Em condições ótimas de saúde e de condições ambientais, acredita-se que o fator genético responda por 80% da altura alcançada, caindo para 60% se as condições forem adversas. Dessa forma, é possível uma razoável aproximação da altura final quando tomamos em consideração as alturas dos pais (J Argemi). Nas baixas estaturas familiares, em que os pais apresentam estaturas inferiores à média populacional, os filhos tendem a seguir os mesmos canais de crescimento. Nesses casos, a maturação óssea acompanha a idade cronológica, apontando para o fato de que não se trata de deficiência hormonal, mas de uma característica própria do crescimento dessas crianças.

Em regiões em que se atingiu um bom padrão de saúde e de condições sócio-econômicas, há muito tempo não ocorre qualquer aceleração do crescimento. Isto quer dizer que se atingiram, nessas populações, as condições ideais para que os fatores genéticos possam se expressar em toda sua plenitude.

Os fatores nutricionais continuam exercendo sua influência e, em nosso meio, a desnutrição é causa importante de baixa estatura. Os agravos de saúde que a criança pode sofrer, como doenças crônicas (hepatopatias, cardiopatias, insuficiência renal, síndromes de má absorção, imunodeficiências predispondo a infecções de repetição) interferem em última análise, na nutrição celular e impedem o crescimento adequado. Esse grupo de fatores tem um peso muito importante na etiologia da baixa estatura e sempre devem ser descartados no momento em que se procura a real etiologia de um déficit de crescimento.

A ação hormonal no crescimento pós-natal é bem mais estabelecida do que na vida intra-uterina. Agora, o GH assume importante papel no crescimento desde o primeiro dia de vida, coadjuvado pelos hormônios tireoideanos, permissivos para sua ação, bem como pelo equilíbrio hormonal global, que permite uma condição metabólica ideal para o crescimento..

Hormônios sexuais



Antes do início da puberdade, os esteróides sexuais não contribuem substancialmente ao crescimento, mas serão de extrema importância para o estirão pubertário. Em situações de puberdade precoce, a secreção de andrógenos e/ou estrógenos leva a uma aceleração do crescimento, com avanço de idade óssea e, dependendo da intensidade e da duração do processo, pode comprometer a altura final. Em pacientes que apresentam mutação do receptor estrogênico, as epífises permanecem abertas e os pacientes atingem altas estaturas, o que sugere que o hormônio envolvido no processo de maturação óssea seja o estrógeno.

Para que um adolescente tenha seu estirão, são necessários hormônio do crescimento (GH) e hormônios sexuais. A ausência ou a insuficiência de qualquer um deles não permitirá um crescimento adequado.

Hormônios tireoideanos



Se bem que os hormônios tireoideanos não sejam fundamentais para o crescimento do feto, assumem grande importância no período pós-natal e sua deficiência pode ser acompanhada de parada de crescimento. Como o hormônio tireoideano é permissivo para o GH, em casos de deficiências de ambos, a reposição de um só não resulta em benefício estatural para o paciente.

Retardo constitucional de crescimento e maturação



ESTRIAS NAS FACES INTERNAS DAS COXASGrande parte dos pacientes que nos procuram com baixa estatura apresentam atraso de idade óssea, baixa estatura proporcionada, atraso no aparecimento dos caracteres sexuais secundários, o que os coloca em “desvantagem” perante seus pares e, muitas vezes, interferem em suas atividades normais.

Principalmente os meninos são os maiores queixosos e, quando se dispõe de uma curva de crescimento anterior, verifica-se que tais crianças seguiram um canal de crescimento em percentual mais elevado até os 2 ou 3 anos, quando se nota uma parada ou uma lentidão do crescimento que, após algum tempo, volta a assumir uma velocidade anual normal.

No entanto, tais crianças caem na curva de crescimento, para um canal inferior e aí se mantêm até o estirão da puberdade, quando tenderão a retomar ao seu curso de crescimento original. Quando se analisa o crescimento dos familiares, principalmente pai e mãe, pode-se encontrar um quadro semelhante, com puberdade atrasada em um ou em ambos os genitores. Quando comparamos a altura dessas crianças com a sua idade óssea, verificamos que o seu potencial de crescimento está mantido e de acordo com a perspectiva estatural familiar.

Estirão de crescimento da adolescência e a beleza



De acordo com as razões acima mencionadas, tanto a estatura acima da expectativa, como abaixo dela, frequentemente gera uma outra situação quase que simultânea, e que também afeta, principalmente o lado emocional, já que nesta fase, o adolescente apresenta um comportamento diferenciado.

Nesta fase, com o metabolismo em plena atividade hormonal, o adolescente se depara com situações pouco conhecidas do seu cotidiano: a definição das formas do corpo, fator este, que passa a ter importância singular.

Para as meninas apresentar formas arredondadas e bem definidas é sempre desejada e para isso, é investido tempo e dinheiro para, quer com a freqüência nas academias, quer com cirurgias plásticas.

No caso dos meninos, ter músculos definidos, é o objetivo principal, que geralmente acarreta grandes esforços e tempo prolongado nas academias.

Graças a estas “necessidades” dos adolescentes, surgem problemas advindos dos excesso e também do uso indiscriminado de produtos suplementares ou estimulantes.

Um dos problemas que afetam muito os adolescentes nesta fase é o surgimento das estrias, afetando diretamente e de modo determinante, a auto estima, inibindo ou estirpando o desejo de estar, ativamente, presente em eventos sociais e de lazer.

No geral as estrias estão distribuídas diferentemente em meninas e meninos, a saber:

Meninas: quadris, parte lateral e frontal das coxas, nádegas, seios, costas, joelhos e panturrilhas.

ESTRIAS NA GRAVIDEZ Meninos: costas, abdome, braços, parte interna das coxas e joelhos.

Nesta fase, com as mudanças nas formas do corpo, torna-se necessários alguns cuidados básicos:

• uso de cremes hidratantes específicos

• dieta balanceada

• exercícios físicos, respeitando as limitações pessoais e com orientação de profissionais habilitados

• ingestão de água com freqüência

• banhos com água morna tendendo à fria

• controle na ingestão de suplementos alimentares e estimulantes em geral

• controle na ingestão de bebidas alcoólicas e fumo

• Rotina de descanso e sono


Corticóides e Estrias



Usados há mais de 50 anos nos tratamentos tópicos de doenças da pele, os corticosteróides, ou corticóides, podem ser uma arma poderosa e, ao mesmo tempo, perigosa. Os efeitos colaterais do uso de corticóides começaram a ser percebidos clinicamente nos anos 60 e no começo dos anos 70, quando havia menos preocupação com o uso tópico da substância e a prescrição era mais usual.

Os primeiros resultados foram animadores: muitas lesões desapareciam com o tratamento. Porém, os altos índices de efeito rebote despertaram os cientistas para os possíveis efeitos colaterais das aplicações.

Os corticóides ou, mais precisamente, os glicocorticóides são hormônios produzidos pela glândula supra-renal e são responsáveis por mecanismos de equilíbrio do organismo. Têm um efeito inibidor sobre as células de defesa, provocando uma reação antiinflamatória. São imunossupressores e antimitóticos. Por isso, são usados em quadros em que há, por exemplo, a presença de lesões inflamatórias, dores e hemorragias.

Quando aplicados sobre a pele reduzem o crescimento das células da derme. Agem sobre o tamanho e o número de células no local, reduzindo o processo inflamatório.

ESTRIAS ABDOMINAIS NA GRAVIDEZNa psoríase, doença em que ocorre uma superprodução de células da pele, o uso de corticóides tópicos foi, no passado, fortemente indicado. O que se observa até hoje é o quadro clássico do rebote: as lesões desaparecem, mas muitos pacientes apresentam posteriormente uma recidiva piorada em relação ao episódio anterior.

Outro grave efeito dos corticóides aparece logo nos primeiros dias e tende a piorar com a continuidade da aplicação: é o afinamento da derme, que ocorre não só nos níveis superiores como também nos mais profundos. A epiderme se torna mais rosada e pode haver telangiectasia, ou seja, dilatação permanente das paredes de pequenos vasos sangüíneos, tornando-os mais visíveis.

Comprovadamente, os corticóides diminuem a atividade dos fibroblastos, células que constituem a base do tecido conjuntivo e que, por diferenciação celular, dão origem a fibras, colágenos e tendões.

Hein e Krieg foram os primeiros a relatar a ação dos corticóides na diminuição da síntese de proteína, o que, na pele, resulta em perda de suporte dérmico. Isso pode levar ao aparecimento de estrias e à atrofia muscular.

Com o afinamento das camadas superiores da derme, a elastina acaba se fragmentando e as fibras mais profundas juntam-se em uma rede de células mais compacta e densa, dando forma à estria, que é permanente.

Os estudos mostram que durante o uso de corticóides tópicos há degradação do colágeno, outra fibra importante do tecido conjuntivo. O colágeno representa mais de 30% da proteína total do organismo e é responsável por diversas funções, como a de manter a firmeza dos tecidos. Quando os níveis de colágeno estão baixos, a pele fica mais suscetível à perda de elasticidade e ao surgimento de rugas.

A associação dos corticóides aos receptores andrógenos favorece o aparecimento ou agravamento da acne, uma outra ocorrência freqüente.

Pesquisa-se ainda se alguns dos sintomas mais imediatos na aparência da derme, como o ressecamento, são causados pela influência dos corticóides nos mecanismos de equilíbrio do percentual de água no organismo.

O prolongamento do tratamento pode causar dose-dependência e resistência ao medicamento. Podem ainda ocorrer efeitos decorrentes da absorção sistêmica. Nesses casos, o corticóide pode causar osteoporose, catarata, ganho de peso, intolerância à glicose e hipertensão arterial. Pode ainda prejudicar a absorção de cálcio pelos intestinos e reabsorção pelos rins.

Todos os dermatologistas estão cientes de que o uso de corticóides tópicos pode ser acompanhado de reações colaterais indesejadas. Por isso, antes da prescrição, é preciso analisar conscientemente os benefícios e os possíveis efeitos colaterais, comparando-os com as novas opções de tratamento, como os medicamentos com base na acitretina e no calcipotriol.



Índice das Principais Atividades dos

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Bioplastia de Glúteos Bioplastia de Glúteo
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Bioplastia de Panturrilha Bioplastia de Panturrilha
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Bioplastia de Pênis Bioplastia de Pênis
Bioplastia de Ombro Bioplastia de Ombro
Bioplastia Genital Bioplastia Genital
Bioplastia Íntima Bioplastia Íntima Feminina

BIOPLASTIA FACIAL

Bioplastia de Lábios Bioplastia de Lábios
Bioplastia de Maçãs do Rosto Bioplastia de Maçãs do Rosto
Bioplastia de Mento Bioplastia de Mento (Queixo)
Bioplastia de Nariz Bioplastia de Nariz
Bioplastia de Rugas Bioplastia de Rugas
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Reposição Hormonal com Plantas Reposição Hormonal com Plantas

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Lipo de Mama Masculina Lipo de Mama Masculina
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Cuidados depois da Lipoaspiração Cuidados depois da Lipoaspiração
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História da Lipoaspiração História da Lipoaspiração

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CeluliteCelulite
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Flacidez Flacidez
Gordura Localizada Gordura Localizada
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Medicina Estética Medicina Estética
Rejuvenescimento facial Rejuvenescimento Facial

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Emagrecimento Emagrecimento
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Perder-peso Perder Peso
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Terapia Ortomolecular Terapia Ortomolecular
Tratamento Ortomolecular Tratamento Ortomolecular

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Psiquiatria Ortomolecular Psiquiatria Ortomolecular

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FONTE: Dra. Simone Tobias
 

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