A preocupação com a auto-imagem e o à estética não são privilégios do ser humano, já que a necessidade de dispor de um padrão estético é condição de sobrevivência até para inúmeros seres irracionais.
Entretanto percebemos, com notável clareza, que na espécie humana esta preocupação estética parece ser uma herança genética, que vem se incorporando ao seu comportamento de forma cada vez mais acentuada através dos tempos.
O sentimento de pertencer ao grupo social, possuindo traços e contornos corporais condizentes com os padrões existentes, tão necessários para o equilíbrio psíquico do indivíduo, faz da imagem corporal um elemento fundamental para a caracterização da saúde plena dos indivíduos.
Para confirmar esse conceito, basta simplesmente observar o comportamento humano em qualquer período da história porque revelará uma busca contínua da correção de características anatômicas ou de algum contorno considerado inestético no corpo, sejam eles herdados ou adquiridos.
A busca pela beleza e juventude eterna sempre foram perseguidas pelos seres humanos independente de raça, cor religião ou posição sócio-econômica.
O “belo” sempre foi cultuado e cobiçado por todos em todos os tempos e em todas as eras da humanidade.
A grande competitividade na sociedade contemporânea obriga a todos se preocuparem com a estética do abdômen, da face, das pernas, dos braços, das mãos, do pescoço e de todas as demais áreas do corpo.
Estar bem fisicamente aumenta a confiança e a auto-estima. Portanto a aparência em nossos dias se tornou uma prioridade e um desejo indispensável para a satisfação pessoal e sucesso profissional.
Por tudo isso nada mais coerente que a Medicina e os médicos assumam sua responsabilidade com a saúde estética, sob o manto científico, ético e legal que devem nortear seu exercício.
A prática da Medicina em prol da saúde estética do indivíduo envolve o saber médico multidisciplinar exclusivo do profissional médico.